sábado, 4 de agosto de 2018

Salmo 69

1Salva-me, ó Deus!,
pois as águas subiram até o meu pescoço.
2Nas profundezas lamacentas eu me afundo;
não tenho onde firmar os pés.
Entrei em águas profundas;
as correntezas me arrastam.
3Cansei-me de pedir socorro;
minha garganta se abrasa.
Meus olhos fraquejam
de tanto esperar pelo meu Deus.
4Os que sem razão me odeiam
são mais do que os fios de cabelo
da minha cabeça;
muitos são os que me prejudicam sem motivo;
muitos, os que procuram destruir-me.
Sou forçado a devolver o que não roubei.
5Tu bem sabes como fui insensato, ó Deus;
a minha culpa não te é encoberta.
6Não se decepcionem por minha causa
aqueles que esperam em ti,
ó Senhor, Senhor dos Exércitos!
Não se frustrem por minha causa
os que te buscam, ó Deus de Israel!
7Pois por amor a ti suporto zombaria,
e a vergonha cobre-me o rosto.
8Sou um estrangeiro para os meus irmãos,
um estranho até para os filhos da minha mãe;
9pois o zelo pela tua casa me consome,
e os insultos daqueles que te insultam
caem sobre mim.
10Até quando choro e jejuo,
tenho que suportar zombaria;
11quando ponho vestes de lamento,
sou objeto de chacota.
12Os que se ajuntam na praça falam de mim,
e sou a canção dos bêbados.
13Mas eu, Senhor, no tempo oportuno,
elevo a ti minha oração;
responde-me, por teu grande amor, ó Deus,
com a tua salvação infalível!
14Tira-me do atoleiro,
não me deixes afundar;
liberta-me dos que me odeiam
e das águas profundas.
15Não permitas que as correntezas me arrastem
nem que as profundezas me engulam,
nem que a cova feche sobre mim a sua boca!
16Responde-me, Senhor,
pela bondade do teu amor;
por tua grande misericórdia, volta-te para mim.
17Não escondas do teu servo a tua face;
responde-me depressa, pois estou em perigo.
18Aproxima-te e resgata-me;
livra-me por causa dos meus inimigos.
19Tu bem sabes como sofro zombaria,
humilhação e vergonha;
conheces todos os meus adversários.
20A zombaria partiu-me o coração;
estou em desespero!
Supliquei por socorro, nada recebi;
por consoladores, e a ninguém encontrei.
21Puseram fel na minha comida
e para matar-me a sede deram-me vinagre.
22Que a mesa deles se lhes transforme em laço;
torne-se retribuição e armadilha.
23Que se lhe escureçam os olhos
para que não consigam ver;
faze-lhes tremer o corpo sem parar.
24Despeja sobre eles a tua ira;
que o teu furor ardente os alcance.
25Fique deserto o lugar deles;
não haja ninguém que habite nas suas tendas.
26Pois perseguem aqueles que tu feres
e comentam a dor daqueles a quem castigas.
27Acrescenta-lhes pecado sobre pecado;
não os deixes alcançar a tua justiça.
28Sejam eles tirados do livro da vida
e não sejam incluídos no rol dos justos.
29Grande é a minha aflição e a minha dor!
Proteja-me, ó Deus, a tua salvação!
30Louvarei o nome de Deus com cânticos
e proclamarei sua grandeza
com ações de graças;
31isso agradará o Senhor mais do que bois,
mais do que touros com seus chifres e cascos.
32Os necessitados o verão e se alegrarão;
a vocês que buscam a Deus,
vida ao seu coração!
33O Senhor ouve o pobre
e não despreza o seu povo aprisionado.
34Louvem-no os céus e a terra,
os mares e tudo o que neles se move,
35pois Deus salvará Sião
e reconstruirá as cidades de Judá.
Então o povo ali viverá e tomará posse da terra;
36a descendência dos seus servos a herdará,
e nela habitarão os que amam o seu nome.

Paz e Bemm!!!
Socorro Leal/DF

Fonte: Bíblia Sagrada

sábado, 12 de maio de 2018

Ser Mãe

Ser Mãe
Cresci ouvindo frases sobre ser mãe,
Como cuidar e educar os filhos.
Ouvi também frases  que às vezes
Uma palmada resolve, corrige e dá bons resultados.
O tempo passa e os filhos chegam, então, se descobre
Que não existem cursos, nem fórmulas para se criar e
Se educar os filhos, a única certeza é que a tal palmada
Não corrige nada, e que a violência gera violência.
A gravidez gera uma ansiedade, uma espera de querer ter o filho
Nos braços de protegê-lo, de amamentá-lo, de cercá-lo de carinho e
de muito amor.
Comigo foi assim, ficava ansiosa e os nove meses era uma eternidade.
Meus dois partos foram rápidos e quase eles nasciam em casa.
Deus me poupou da grande dor que sempre esperei, também não sei
se pelo fato de não ser medrosa.
A dor foi que teve medo de aparecer.
Um lindo gesto de amor é amamentar, amamentar no mínimo o
tempo recomendado pelo Ministério da Saúde e pelos médicos
pediatras, porém, amamentei meus filhos até o dia em que eles
quiseram, confesso, que fiquei muito triste quando pararam
de mamar.
Vejo mães que sofrem querendo que os filhos larguem o peito e
recorrerem a simpatias, eu não fiz nada e não me preparei para o
desmame. Meu primeiro filho mamou por dois anos, dois meses
quatro dias, chorei quando o coloquei no peito para mamar e ele
não quis mais, já o segundo mamou por 11 meses e parou,
também não quis mais mamar, novamente fiquei triste e chorei, pois,
não estava preparada para o desmame. Agora vejo como foi bom
para o desenvolvimento deles, compreendo que amamentar por
mais tempo é um complemento necessário para a saúde da criança,
além, do lindo gesto de amor.
E quando chega o dia da mãe retornar ao trabalho, quando se
esgotam todas as licenças que se tem direito, ó meu Deus, como dói
deixar o filho para outros cuidarem, por mais profissionais que sejam,
é muito triste, a saudade é enorme e as horas são infinitas.
Depois de um dia de trabalho e de toda essa angústia, vem a alegria
de voltar para casa e poder abraçá-lo, beijá-lo, e receber um carinho,
um sorriso, então, diante dessa recompensa se esquece tudo,
se esquece todo sofrimento.
Ser Mãe é querer ficar com o filho às 24 horas do dia,
porém, é preciso trabalhar e seguir os caminhos da vida.
Cresci também ouvindo essa frase:
“que ser mãe é padecer no Paraíso”,
eu vos digo: Que padecer no Paraíso,
é ver um filho partir para eternidade,
é passar o dia das mães sem o carinho desse filho,
é viver mutilada, porque o filho completa a mãe,
o filho é um pedaço da mãe, viver
sem esse pedaço é o pior dos castigos.

Ó meu Deus,  peço-te,
livrai as mães de padecerem no Paraíso. Amém.
Deus abençoe as Mães do Brasil e do Mundo. Amém.
Paz e Bem!!!
Socorro Leal/DF







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